Por George Hilton.
O aumento considerável das importações de produtos chineses está gerando muitas preocupações no setor produtivo nacional; Segundo a ALADI (Associação Latino-Americana de Integração) nos últimos dez anos as importações chinesas saltaram de 3% para 14% o equivalente a mais de 26 bilhões de dólares e deve aumentar consideravelmente este ano. O fenômeno tem inquietado centrais sindicais e federações de indústria que resolveram se unir contra esta “invasão chinesa”.
Numa economia globalizada, é inevitável o incremento do comercio exterior, entretanto no caso dos produtos chineses a luz amarela está acessa e já se reflete na indústria brasileira, penalizada por uma forte carga tributaria e a falta de incentivos fiscais que possam torná-la mais competitiva com outros mercados internacionais. Com o dólar em baixa, os produtos importados ficam mais baratos e as mercadorias nacionais perdem espaço no mercado interno.
Segundo o BNDES na edição da sua revista “Visões do desenvolvimento” de dezembro passado, as importações brasileiras de produtos chineses estavam restritas a bens intensivos em mão de obra, agora se tornam cada vez maiores em produtos intensivos em conhecimento, aumentando consideravelmente a relação de setores onde a China detém participação relevante. Em 2005, a China respondia por mais de 10% das importações brasileiras em apenas 6 de 19 setores da indústria. De setembro de 2009 a agosto de 2010, esse total aumentou para 12 setores. Os setores mais afetados foram o de Material Elétrico, Complexo Eletrônico e Têxtil.
O governo Brasileiro estuda mecanismos de proteção a invasão destes produtos, mas o certo é que se não houver uma desoneração do setor produtivo interno e a ampliação de aberturas de mais linhas de credito com juros baixos para estimular a criação de novas indústrias e a modernização das já existentes, corremos o risco de comprometer o nosso parque industrial e toda produção em nosso país.
Urge a necessidade de se adotar uma política de apoio às micro, pequenas e médias empresas gerando sustentabilidade e competitividade como forma de enfrentarmos a crise econômica mundial.
George Hilton é deputado federal e presidente estadual do PRB de Minas Gerais






